Este é o menor resultado desde agosto de 2022, quando índice teve uma queda de 0,36%
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu 0,32% em agosto, após alta de 0,07% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (11).
A queda foi puxada, principalmente, pelo alívio no preço da energia elétrica residencial.
No ano, o índice acumula alta de 3,11% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,22%. Em agosto de 2025, a variação havia sido de queda de 0,11%.
O indicador caiu mais do que o esperado pelos economistas consultados pela Reuters, que esperavam uma queda de 0,29%. Este é o menor resultado desde agosto de 2022, quando resultado foi de -0,36%.
Segundo Marcelo Bassani, economista e fundador da Boa Brasil Capital, a queda pode ser vista como positiva, sobretudo em relação à expectativa de mais um corte de juros pelo BC (Banco Central) ainda em setembro.
“O relatório Focus [boletim realizado pelo BC semanalmente com a expectativa do mercado sobre principais indicadores econômicos] já prevê um corto de 25 pontos-base, e a deflação de -0,32% abre um caminho para esta expectativa.”
Dos setores que tiveram maior deflação, então a Habitação (-1,87%), Transportes (-0,86%), Alimentação e bebidas (-0,34%) e Comunicação (-0,09%).
O menor resultado do mês foi puxado pelo recuo de 7,63% em energia elétrica residencial, devido à incorporação do Bônus de Itaipu. A compensação reverteu o cenário do IPCA passado, quando a alta dos preços de energia foram o principal fator para o avanço da inflação.
A queda na habitação é o menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real, em 1994.
Na outra ponta Vestuário e Despesas pessoais apresentaram a maior variação, entre 0,12% e 1,30%. O resultado foi impactado pelo alta do preço do cigarro (19,59%).
*Com informações da Reuters


























