Daniel Alves declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) em um vídeo nas redes sociais no qual atribuiu ao Espírito Santo a indicação do nome e do número do candidato à Presidência. A manifestação ocorreu após o senador encerrar o primeiro turno na liderança.
Ao se dirigir a Bolsonaro, o ex-lateral da Seleção Brasileira pediu humildade e relacionou seu posicionamento à fé. “Esse dia o Espírito Santo estava soprando o teu nome, Bolsonaro, e o teu número duas vezes, assim que descansa o teu coração, mantente humilde, mantente humilde, porque não é quanto a força, não é quanto a inteligência, não é quanto a capacidade de convencimento, é com o poder do Espírito Santo”, declarou.
O apoio à família Bolsonaro repete o posicionamento eleitoral adotado por Alves em 2022. Naquela disputa, ele se manifestou a favor da reeleição de Jair Bolsonaro, que concorreu contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No vídeo mais recente, o ex-jogador reconheceu o caráter político da mensagem, mas afirmou que sua motivação era religiosa. “Pode que todo mundo esteja pensando que eu estou fazendo política, e eu venho afirmar que estou fazendo política, a política da obediência, e obedecer aquilo que o Senhor coloca no nosso coração, coloca na nossa boca e na nossa mente para poder declarar ao seu povo”, disse.
Alves também questionou os rumos do país e as promessas feitas à população. Na abertura da gravação, afirmou: “Quando os justos governam, o povo se alegra, e quando os perversos governam, o povo geme. E a pergunta de parte do Senhor para você, nação brasileira, é: até quando você vai seguir gemendo? Até quando você vai seguir sentindo a dor do engano, sentindo a dor das promessas não cumpridas?”
Ao defender uma mudança política e a união dos brasileiros, acrescentou: “Há um decreto para essa nação, é tempo de câmbio, é tempo de mudança”.
O ex-jogador foi absolvido em março de 2025 pelo Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, que anulou sua condenação por agressão sexual. A decisão unânime dos quatro magistrados apontou insuficiência de provas para afastar a presunção de inocência e problemas na avaliação do relato da denunciante diante de elementos que poderiam ser confrontados com gravações disponíveis.
O processo teve origem na acusação de uma jovem de 23 anos sobre um episódio ocorrido no banheiro da boate Sutton, em Barcelona, na madrugada de 31 de dezembro de 2022. Ela afirmou que entrou no local voluntariamente, mas foi impedida de sair e submetida a uma relação sexual sem consentimento. Alves negou o crime e, após apresentar diferentes versões durante a investigação, passou a afirmar que a relação havia sido consensual.
Preso preventivamente em janeiro de 2023, o brasileiro permaneceu 14 meses na prisão. Em fevereiro de 2024, foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão pela Audiência Provincial de Barcelona. No mês seguinte, enquanto recorria, deixou o presídio após pagar fiança de 1 milhão de euros e cumprir outras exigências judiciais.
Com a absolvição, as medidas cautelares foram revogadas. O Ministério Público da Catalunha, porém, contestou os fundamentos da decisão e anunciou recurso ao Tribunal Supremo da Espanha para tentar anulá-la.

























