A cantora Daniela Mercury utilizou as redes sociais para defender a permanência de Margareth Menezes à frente do Ministério da Cultura (MinC). A manifestação ocorre após mais de 200 artistas, escritores e profissionais do setor assinarem um manifesto cobrando mudanças na condução da pasta a partir de janeiro de 2027.
O documento, intitulado Manifesto por mudanças na Cultura Lula 4, propõe uma renovação na liderança do ministério e uma nova forma de conduzir as políticas culturais no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Embora não cite Margareth diretamente, o texto faz críticas à atuação do MinC nos últimos quatro anos. Os signatários classificam como “falida” uma gestão baseada principalmente em editais e leis de incentivo fiscal.
Em sua publicação, Daniela Mercury saiu em defesa da ministra e destacou os desafios enfrentados por Margareth ao assumir o cargo após o governo anterior. A cantora também ressaltou a trajetória artística e a experiência da baiana na produção e gestão cultural.
“O cenário era devastador. Ser Ministra da Cultura depois de um governo de desmanche das políticas voltadas às artes e à cultura brasileira foi e está sendo um desafio gigantesco. O nome de Margareth Menezes na liderança do mais brasileiro dos ministérios foi um alívio para nós, trabalhadores das artes”, escreveu.
Daniela também destacou a atuação de Margareth na valorização da cultura afro-brasileira e lembrou projetos socioculturais idealizados e articulados pela ministra, como o Mercado Iaô, em Salvador.
“Margareth não é apenas uma grande artista. Ela é uma conhecedora profunda da cultura afro-brasileira e uma exímia produtora e gestora cultural”, afirmou.
“Eu defendo a permanência da Ministra da Cultura, Margareth Menezes. A você, toda minha reverência”, concluiu.
Além de Daniela Mercury, o cantor e compositor Manno Góes também se manifestou a favor da permanência de Margareth foi o cantor e compositor Manno Góes. O músico questionou a mobilização dos artistas e criticou o que considera falta de apoio à ministra diante das cobranças por uma regulamentação mais rígida das plataformas de streaming.
Segundo Manno, o Ministério da Cultura precisa negociar com a composição atual do Congresso Nacional e que um acordo possível, mesmo abaixo do ideal, seria melhor do que nenhum avanço na regulamentação do setor.
“O MinC negocia com o Congresso que existe, não com o que gostaríamos de ter. Isso não parece óbvio? Um acordo aquém do ideal, que avance na contribuição das plataformas e na proteção da produção brasileira, é melhor que nenhum acordo, pelo menos por enquanto!”, escreveu.

























