Material doado ao Hospital Aristides Maltez deve beneficiar cerca de 800 mulheres em Salvador.
Restaurar a autoestima e fortalecer o empoderamento de mulheres mastectomizadas. Com esse propósito, a Braskem realizou mais uma doação de 300 kg de resina de polietileno ao Hospital Aristides Maltez, em Salvador. Entregue simbolicamente nesta quinta-feira (22), a matéria-prima é utilizada por um grupo de voluntárias da instituição na confecção de próteses mamárias externas, que beneficiam cerca de 800 pessoas. A iniciativa integra as ações do Outubro Rosa, campanha dedicada à conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer de mama.
Uma das voluntárias é Maria Terezinha Santana Magalhães, que passou por mastectomia há 29 anos e, desde então, utiliza a prótese. Ela conta que descobriu a oficina de próteses logo após a cirurgia e que se interessou imediatamente em fazer parte do grupo. “Aqui, cada uma tem um papel: desenho e corte do molde, costura, enchimento com o polietileno. É uma união para o bem. E a prótese é ótima. A gente fica mais elegante e nos permite fazer tudo: ir para a piscina, praia”, destaca.
Maria de Fátima Azevedo Pereira, coordenadora de voluntários do Hospital Aristides Maltez, conta que antes da parceria com a Braskem, o enchimento das próteses era feito com sementes de painço, material que não era o ideal para as pacientes. “Essas próteses davam um conforto no sentido da autoestima, mas era inconveniente, porque até o suor danificava, não podia molhar. A partir do polietileno, as pacientes ganharam mais autonomia: podem lavar o acessório, podem ir para uma praia. A resina também promoveu um benefício físico, porque o tamanho e o peso das próteses se tornaram equivalentes ao da outra mama, o que evita problemas de coluna”, explica.
Para Magnólia Borges, gerente de Relações Institucionais da Braskem na Bahia, a parceria com o Hospital Aristides Maltez reforça o compromisso da companhia com iniciativas que promovem inclusão, bem-estar e impacto social positivo. “Sabemos que a mastectomia pode trazer desafios emocionais para muitas mulheres, afetando sua autoestima e autoconfiança. Contribuir para uma iniciativa que ajuda essas pacientes a resgatarem seu bem-estar e sua qualidade de vida é motivo de grande orgulho para nós. Essa ação também demonstra como as soluções da química e do plástico podem ser transformadas em benefícios concretos para a sociedade, contribuindo para o cuidado, a inclusão e a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, afirma.
Desenvolvidas com atenção a cada detalhe, as próteses são discretamente acomodadas no sutiã e projetadas para proporcionar uma aparência semelhante à de uma mama natural. Com tamanhos que variam do 38 ao 54, cada peça é pensada para oferecer conforto, bem-estar e confiança às usuárias.

























