A Autoridade Portuária Federal – CODEBA avança no projeto de reativação da Hidrovia do São Francisco com a estruturação do “Programa Integra São Francisco”, iniciativa voltada à junção da logística ao desenvolvimento regional sustentável e à retomada do transporte hidroviário por meio desse importante corredor logístico nacional. O programa está sendo desenvolvido em cooperação institucional com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF).
A proposta foi elaborada pela CODEBA em conjunto com colaboradores da CODEVASF, a partir de estudos técnicos, diagnóstico territorial, análise institucional e proposição de mecanismos de governança e cooperação entre as duas empresas públicas. A estruturação do programa estabelece uma agenda de cooperação de longo prazo entre as empresas públicas e reforça a importância estratégica do Rio São Francisco para a integração logística e o desenvolvimento sustentável da região.
O assessor da Presidência da CODEBA e coordenador técnico do programa, Luis Felipe de Meneses Lima explica que a retomada do transporte hidroviário como política de Estado ganhou novo impulso com o Novo PAC, a Política Nacional de Logística e a agenda de descarbonização da matriz de transportes. Nesse sentido, a Hidrovia do São Francisco figura como um dos projetos prioritários do governo federal.
“O Programa Integra São Francisco reúne propostas para ampliar a cooperação entre CODEBA e CODEVASF em áreas como estudos logísticos, desenvolvimento regional, sustentabilidade ambiental, governança institucional e integração da hidrovia com a infraestrutura portuária”, explica Luis Felipe.
A iniciativa dá continuidade à atuação da CODEBA no processo de estudos para a reativação da Hidrovia do Rio São Francisco, formalizada pela Portaria nº 54, de 21 de março de 2026. O trabalho considera aspectos relacionados à infraestrutura hídrica, às questões socioambientais e ao desenvolvimento sustentável da bacia hidrográfica.
Entre as frentes previstas está a análise das possibilidades de integração entre a hidrovia e a infraestrutura portuária, considerando o potencial do Rio São Francisco para ampliar as alternativas de transporte e contribuir para a dinâmica econômica dos estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Minas Gerais com a redução dos custos logísticos para escoamento da produção agrícola e mineral, o estímulo ao turismo fluvial e à economia criativa, a geração de emprego e renda nas comunidades ribeirinhas e fortalecimento da agricultura irrigada e da pesca artesanal, além da integração com os portos da CODEBA (Salvador, Aratu-Candeias, Ilhéus) e outros terminais.
























